Smart #5 já não vai ser só elétrico

Renascida como uma marca 100% elétrica, a smart assume agora um repensar da estratégia, admitindo já outras soluções de propulsão, para além da energia elétrica. A começar no próximo SUV #5, que deverá passar a contar, igualmente, com motorizações híbridas plug-in.

A informação foi veiculada por colaboradores da smart sediados na China e na sequência de imagens publicadas nas redes sociais, em que se vêm veículos de teste envergando sistemas de propulsão que denunciam a utilização de motores de combustão.

Em declarações à britânica Autocar, o porta-voz das operações europeias da marca que, hoje em dia, é propriedade, em parte iguais, da chinesa Geely e da alemã Mercedes, assumiu que a smart vê “a mobilidade individual alimentada por motores de combustão e, em particular, por sistemas de propulsão híbridos, como uma tecnologia de transição para a condução puramente elétrica.”

“É importante responder às exigências e desejos cada vez mais diversos dos clientes. A smart não pode excluir nenhuma solução tecnológica para o futuro, no momento atual”, completou a mesma fonte.

Ainda segundo a publicação, na base desta decisão estará o forte crescimento da procura por modelos híbridos e híbridos plug-in, naquele que é um dos maiores mercados mundiais, a China. Tendência que, de resto, também se nota noutros pontos do globo.

Quanto ao smart #5, são ainda escassas as informações sobre as soluções técnicas que exibirá, embora algumas notícias falem na utilização de uma variante do sistema de propulsão Thor, já instalado noutros modelos recentes da Geely, como é o caso do Galaxy 7 EM-i.

Este sistema combina um motor a gasolina de quatro cilindros e 1,5 litros turboalimentado com uma transmissão eletrónica híbrida dupla (E-DHT), que, partindo dos 112 cv de potência oferecidos pelo bloco a combustão, consegue anunciar, uma vez adicionado o motor elétrico, um valor máximo de 218 cv.

No Galaxy 7 EM-i, o sistema conta com uma bateria de lítio e fosfato de ferro, cuja capacidade pode variar entre os 8,5 kWh e os 19,1 kWh, proporcionando, dessa forma, autonomias exclusivamente elétricas entre os 55 e os 121 km.

Acrescida a capacidade do depósito de gasolina, o modelo consegue prometer até 1.421 km sem abastecer ou carregar, isto de acordo com o bem mais benevolente ciclo chinês CLTC.

Recorde-se que a smart não é a primeira marca automóvel hoje em dia detida pela Geely a repensar os seus planos de eletrificação, pois, também a Lotus anunciou já o abandono da estratégia 100% elétrica que havia presidido ao seu relançamento.