Com o objetivo de substituir as versões do NV200 com motores térmicos, a Nissan introduziu o novo modelo NV250, aqui analisado na versão de chassis normal e motorização diesel de 95 cv.
Desenvolvido e produzido no âmbito da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi encontra-se disponível no mercado nacional no derivativo furgão de mercadorias em dois comprimentos de carroçaria L1 e L2, com comprimentos exteriores de 4,28 metros e 4,67 metros, respetivamente.
Como partilha a plataforma e os principais componentes mecânicos com o Renault Kangoo, o Nissan NV250 poucas diferenças apresenta face ao seu "irmão", com exceção da grelha frontal ou dos logotipos específicos nas portas traseiras.

Uma das versões da gama em Portugal é o furgão de chassis normal com três lugares dianteiros, a solução com maior procura entre nós.
A combinação de um compartimento de carga com um comprimento de 1,72 metros, uma largura interna de 1,21 metros (1,05 metros entre as cavas das rodas) e uma altura de 1,25 metros permite disponibilizar um volume útil de 3,0 m3.

A capacidade de carga é de aproximadamente meia tonelada. O acesso à zona de carga é efetuado por uma porta lateral deslizante ou por duas portas traseiras assimétricas.
O piso dispõe de seis anéis para fixação da mercadoria e no nível de equipamento Óptima, que corresponde à unidade ensaiada, conta com revestimento interior em material plástico, assim como algumas partes da zona de carga, designadamente ao nível das cavas das rodas.
Habitáculo funcional sem grandes luxos
O nível de equipamento Óptima pode estar associado aos três lugares na cabina, incluindo um banco individual para o condutor e duplo para o acompanhante.

As costas do banco central podem ser rebatidas, transformando-se numa mesa de apoio, enquanto a parte inferior do assento do lado da porta do passageiro dispõe uma cesta para guardar objetos. Espaços para arrumações não abundam neste NV250.
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Tal como sucede no Kangoo, o habitáculo é funcional e ergonómico, mas não oferece grandes luxos ou requintes, caraterizando-se pela simplicidade das linhas e decoração em tom escuro. A dotação de série também não é muito completa.
Motor de 95 cv
No capítulo mecânico, uma das motorizações propostas é a 1.5 dCi de 95 cv, associada a uma caixa manual de seis velocidades, que se revelou agradável de utilizar, graças à disponibilidade de potência e binário, como ao correto escalonamento das relações de transmissão.

Em termos de preço, esta versão tem um preço de venda ao público de 24.511 euros. Entre os seus argumentos destacam-se a garantia de cinco anos ou 160 mil quilómetros ou a classificação como Classe 1 nas autoestradas (sem Via Verde).
Ficha técnica

Preço | 24.511€ |
Motor | 4 CIL.; 1461 CC; 95 CV; 3750 RPM |
Transmissão | Dianteira; 6 VEL Man |
Peso | 1488 KG |
Comp./Larg./Alt. | 4,28/1,85/1,80 M |
Consumo | 6,3 (6,6*) L/100 km |
Emissões | 123 G/KM |
IUC | 32,42 euros |
Equipamento

Airbag condutor, ABS, ESP, assistência ao arranque em subida, ecrã multifunções, computador de bordo, rádio com Bluetooth e conector USB fecho centralizado, sistema Start & Stop, modo Eco, ar condicionado, vidros e espelhos elétricos, revestimento interior da zona de carga, proteção do solo.
Ensaio publicado originalmente na Turbo Comerciais 38 – junho de 2020